O presidente do Sistema Fecomércio, Darci Piana, esteve entre as autoridades que participaram da VI Convesul (Convenção Sul Brasileira da Micro e Pequena Empresa), realizada em Maringá no último final de semana.
De acordo com Darci Piana o evento é representativo para todos os líderes empresariais. “Quando nos reunimos em um espaço como este sempre surgem boas discussões. Podemos mostrar como está o comércio através da apresentação da Fecomércio, bem como outras entidades podem trazer boas palestras mostrando a necessidade de melhorias que cada gestão empresarial precisa”, afirma.
O presidente da Fecomércio revela que hoje os micro e pequenos empresários representam 99% do total das empresas brasileiras e que no Estado do Paraná há o menor registro de fechamento de pequenas empresas nos primeiros dois anos de formação.
Em entrevista concedida à Amic, Darci Piana avalia ainda o atual cenário da economia mundial e não deixa de agradecer entidades que hoje estão à disposição do segmento das micro e pequenas empresas brasileiras.
- O que representa para o senhor a realização da VI Convesul?
Toda convenção, reunião ou encontro para empresários traz coisas boas. Então nada melhor do que também reunir os representantes de micro e pequenas empresas aqui em Maringá junto às entidades como Sebrae, Sistema Fecomércio, entre outras, para refletirem sobre sua responsabilidade social, econômica e da necessidade de crescerem e evoluírem. Hoje os micro e pequenos empresários representam 99% do total das empresas brasileiras. Então quando nos reunimos em um espaço como este sempre surgem boas discussões. Podemos mostrar como está o comércio através da apresentação da Fecomércio, bem como outras entidades podem trazer boas palestras mostrando a necessidade de melhorias que cada gestão empresarial precisa. Parabenizamos a Conampi (Confederação Nacional da Micro e Pequena Indústria) pela organização do evento e com certeza teremos bons resultados.
- Um dos temas a serem discutidos é sobre o atual cenário econômico. A propósito disso, como avalia o momento que estamos vivendo?
Tenho dito sempre que o mundo passa por uma crise muito séria. O Brasil, talvez seja o país que menos sofreu com esta crise e acredito que será o primeiro a sair dela. No Paraná, por exemplo, o comércio está crescendo, é claro que há dificuldades em alguns setores, mas de maneira geral estamos crescendo. Temos encontrado dificuldades com a Receita Federal, mas em comparação a receita interna do Estado tem evoluído. Temos conhecimento também de que pequenas empresas são as que mais se registram na junta comercial, então isto é um bom sinal. O Paraná é o estado brasileiro com menor mortalidade de pequenas empresas. Enquanto nos outros estados, 52% das empresas constituídas fecham até o segundo ano, no Paraná este número é de 25%. Isto é reflexo de que nossas entidades têm trabalhado muito bem na formação e qualificação destas empresas.
- Em sua apresentação o senhor discorre sobre O Papel do Empreendedor no Desenvolvimento Regional Sustentável. Em síntese, como o empreendedor pode dar esta contribuição?
O primeiro passo disso tudo é melhorar a sua gestão, se qualificar, ter a preocupação de que sua empresa, mesmo que pequena, tenha qualidade na prestação de serviços e na sustentabilidade social, pois para isso ela não precisa ser grande, seja com um, dois ou três funcionários ela têm a sua responsabilidade social. Então quando o empresário se qualifica, e recebe instrução, quando o Sebrae, a Federação e Associação do Comércio ajuda, como também quando as prefeituras se colocam à disposição, a exemplo desta de Maringá, que foi a primeira do Brasil a criar Lei Geral Municipal para as Micro e Pequenas Empresas, isso mostra que estamos fazendo a nossa parte para ajudá-los e que agora eles devem fazer a deles.
- A exemplo de Maringá é importante que outras cidades tornem também municipal a Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas?
Com certeza, esta é uma proteção para as micro e pequenas empresas dentro do município e garantia para que passem a fornecer produtos para as prefeituras, afinal de contas, muitas vezes elas são os maiores empresários locais. Então há necessidade de que estejam preparadas para isso, tendo o seu regimento e estrutura para atender aos empresários.